domingo, 5 de setembro de 2010

Vocês devem estar se perguntando: - Porcupine Tree? Que nome estranho para uma banda de Rock! Mais aguarem porque quando um espinho cai da árvore de porcos-epinho, ele entra na sua cabeça. Vejam a excelente banda de Rock Progressivo, Porcupine Tree, na Comissão do Rock!



Em 1987, o músico Steven Wilson deu início a dois projetos musicais. O primeiro, o trio de Rock No-Man. O segundo projeto nasceu de uma grande piada que Steven e seu amigo Malcolm Stocks fizeram, criando uma história fictícia sobre um lendário grupo dos anos 70. A “viagem” deles foi completa, descrevendo os membros da banda e uma extensa e absurda discografia. Steven se empolgou com a brincadeira e gravou algumas horas de material próprio, que supostamente seria da lendária banda. 


Steven Wilson
Tudo isto era pura brincadeira, mas no começo de 1989, Steven acreditou nestas gravações o suficiente para poder compilar uma fita K7, intitulada “Tarquin's Seaweed Farm“, e mandou algumas cópias para pessoas as quais julgou que se interessariam.


Uma das fitas foi parar na revista “Freakbeat” liderada por Allen e Ivor Trueman. Steven não sabia, mas eles estavam em processo de criação de um selo próprio. Apesar deles terem feito um review “meia-boca” na revista, convidaram o Porcupine Tree para contribuir em uma música do primeiro lançamento do seu novo selo, uma compilação das melhores bandas de música psicodélica. 


Isto também demorou alguns bons meses para gerar frutos. Enquanto isto, Steven continuou a distribuir música da banda Porcupine Tree da mesma forma que “Tarquin's Seaweed Farm“ e seu sucessor "The Nostalgia Factory", ambos trabalhos muito completos, incluindo encarte com história da banda e outras informações fantasiosas.


Estas fitas despertaram um interesse na banda, que recém havia gravado a faixa “Linton Samuel Dawson” no álbum de estréia do selo Delerium, intitulado “A Psychedelic Psauna”. O selo também relançou as duas primeiras fitas da banda.


Logo após, Steven foi convidado para ser uma das primeiras bandas a assinar um contrato com a Delerium Records. O contrato previa o relançamento das fitas K7 em dois álbums duplos, mas Steven decidiu compilar seu melhor material em um só álbum duplo, que recebeu o nome de "On the Sunday of Life", sendo este o terceiro lançamento da banda Porcupine Tree pelo selo Delerium Records (o material que não foi usado neste álbum acabou sendo lançado como um álbum de edição limitada, intitulado "Yellow Hedgerow Dreamscape"). Tamanho foi o interesse e curiosidade da mídia e público que "On the Sunday of Life" teve todas suas cópias vendidas quase imediatamente, lançando mais cópias e uma versão em CD.


Enquanto isto, o outro projeto de Steven, No-Man, assinou contrato com a One Little Indian Records e começou a lançar seus trabalhos. No-Man permitiu a Steven se tornar um músico profissional em tempo integral, dando-o mais tempo para seu “projeto paralelo”.

O primeiro álbum do Porcupine Tree foi auto-satisfatório e, de algum modo, nostálgico para Steven, que relembrou suas músicas favoritas dos anos 60 e 70. Porém, para continuar seu projeto, sentiu que era necessário desenvolver algo novo e contemporâneo. O primeiro resultado desta nova idéia foi um single de 30 minutos que une o ambiente Trance de grupos como “The Orb” e “Future Sound of London” com solos de guitarra “líquida”, tudo junto com uma narrativa extraída dos LPs dos anos 60 que faziam propaganda de LSD.


Este experimento foi um grande sucesso, alcançando o TOP 20 Independente do Reino Unido e uma perfeita representação de como a mistura de gêneros musicais caracterizava a música dos anos 90. Na verdade, "Voyage 34" foi concebido para o próximo álbum duplo do Porcupine Tree, "Up the Downstair". Entretanto, quando o álbum surgiu em meados de 1993, a decisão de não incluir o single "Voyage 34" transformou o álbum duplo em simples.


"Up the Downstair" foi descrito como “uma obra de arte psicodélica” pelo chart “Melody Maker”, continuando a fundir Rock e dance. Este álbum contou com a participação especial de dois futuros integrantes da banda, Richard Barbieri (ex- Japan) e Colin Edwin. Em novembro de 1992, "Voyage 34" foi re-lançado e, mesmo não tocando nas rádios, figurou no “NME Indie Chart” por seis semanas, tornando-se um clássico do underground.


A fama e reconhecimento da banda Porcupine Tree tinha crescido o suficiente que o assunto “Shows” não poderia mais ser ignorado. Portanto, em dezembro de 1993, Porcupine Tree pisou nos palcos pela primeira vez, com Steven Wilson (guitarra, vocal), Colin Edwin (baixo), Chris Maitland (bateria), e Richard Barbieri (teclado). Todos os 3 novos integrantes já haviam trabalhado com Steven em vários antigos projetos, todos se mostraram excelentes músicos e simpatizantes do tipo de musica que Porcupine Tree estava seguindo.


A nova formação teve uma química imediata, resultando no álbum ao vivo “Spiral Circus”, que contém gravações dos três primeiros shows do grupo, incluindo uma sessão na rádio BBC.


Novas músicas estavam a caminho. O próximo álbum seria lançado no começo de 1995, precedido pelo EP “Moonloop EP” as duas últimas músicas gravadas durante as gravações para o álbum e as duas primeiras contendo a nova formação da banda. "The Sky Moves Sideways” expandiu os limites dos experimentos em melodia e rock ambiente, mas também é prova da mudança da banda: metade do álbum foi gravado antes da formação da banda e metade após.


A maioria deste álbum foi preenchida com a música-título de 35 minutos, a qual Steven pretendia preencher o álbum inteiro. O álbum também entrou para os charts “NME”, “Melody Maker” e “Music Week”. Junto do EP “Moonloop EP”, este álbum se tornou o primeiro a ser lançado na América, no outono de 1995, atraindo imprensa favorável dos dois lados do oceano atlântico. A banda realizou numerosos shows pela Europa em grandes casas de shows no Reino Unido, Holanda, Itália e Grécia.


Parcialmente insatisfeita com o resultado “meio solo/meio banda” de "The Sky Moves Sideways", a banda se propôs a escrever seu primeiro material como banda, trabalhando esporadicamente durante o ano seguinte. Procuravam desenvolver um rock mais compacto e ambicioso.


Em maio de 1996 os frutos dessa união apareceram com o single “Waiting”, o qual entrou para todos os charts do Reino Unido, atraindo muita atenção por toda Europa. O single foi seguido pelo primeiro trabalho de Porcupine Tree como banda. “Signify” reflete o poder desta nova banda, mostrando várias influências musicais porém não se apoiando em qualquer uma delas. O lançamento foi acompanhando por grande parte da Europa, se tornando uma força respeitável da música underground. A banda parte para uma extensa e muito bem sucedida turnê por toda Europa. “Signify” é considerado pela banda um dos seus melhores trabalhos.


Porcupine Tree continuou a aumentar sua popularidade durante 1997 e, em março, tocou por três noites para uma platéia de 5 mil pessoas em Roma. Estes shows foram gravados para o álbum ao vivo “Coma Divine”, o qual serviu de “adeus” para a Delerium Records, que sentiu que não poderia mais dar o suporte necessário para a banda continuar a crescer. No final de 1997 os três primeiros álbums da banda foram remasterizados e re-lançados. “Signify” também chegou na América através do selo “ARK 21”.


Steven, Richard, Colin, e Chris passaram o ano de 1998 inteiro gravando o quinto álbum da banda, o qual reflete os movimentos da banda em direção a um som mais orientado e não tão disperso. Quando começaram a gravar, ainda não tinham contrato, mas logo assinaram um com o selo Snapper/K-Scope e em março de 1999 o álbum “Stupid Dream” foi lançado. Uma extensa turnê pelo Reino Unido, Itália, Grécia, Holanda, Bélgica, Suíça, Alemanha, França, Polônia e Estados Unidos acompanhou o lançamento.


Os três singles extraídos deste álbum "Piano Lessons", "Stranger By the Minute," e "Pure Narcotic" alcançaram espaço na mídia “mainstream” nos Estados Unidos e Europa, chegando a tocar nas rádios. Apesar do álbum ser uma “despedida” que alguns velhos fãs estavam incertos, o álbum trouxe muitos novos fãs, tornando-se o álbum aclamado e vendido até então.


Após alguns meses do lançamento do “Stupid Dream”, a banda estava pronta para trabalhar no próximo álbum, gravado durante a virada do milênio e terminado em março de 2000. Com os arranjos de cordas feitos por Dave Gregory do XTC, “Lightbulb Sun” foi criado com base na composição, dinâmica e ambiente de “Stupid Dream”, porém desenvolvido em algo mais intenso e “orgânico” mostrando uma banda mais confiante em seu próprio som.


O álbum foi lançado em maio de 2000, precedido pelo single "Four Chords That Made a Million". Uma noite de ingressos esgotados no Scala, em Londres, deu início para uma pequena turnê pelo Reino Unido, seguido de festivais pela Europa e uma turnê junto da banda Dream Theater.


A turnê de shows continuou até o começo de 2001, sendo sua primeira grande turnê pela Alemanha. Uma edição especial do álbum “Lightbulb Sun” foi lançada em Israel e na Alemanha e, em maio, “Recordings”, uma edição limitada com alguns EPs e sessões dos dois álbums anteriores, foi o último lançamento da banda pelo selo Snapper/Kscope.


Em junho de 2001 a banda fez uma curta turnê pelos Estados Unidos, terminando em um show esgotado em New York. Logo após, Porcupine Tree anuncia que está de contrato assinado com a internacional Lava/Atlantic Records.


Em fevereiro de 2002, a primeira mudança de integrantes acontece quando o baterista Chris Maitland vai embora após 8 anos de banda. A banda logo recruta um extraordinário baterista, conhecido de longa data, chamado Gavin Harrison.


Em março daquele ano, uma coletânia contendo antigos trabalhos, "Stars Die - the Delerium Years 1991-97" foi lançada. A banda começa a trabalhar em seu primeiro álbum com uma grande gravadora, partindo de 30 músicas que Steven havia escrito nos últimos 2 anos. As gravações aconteceram em New York e Londres, com o veterano Paul Northfield (Rush, Ozzy Osbourne, Hole) e Dave Gregory aparece novamente para contribuir com os arranjos de cordas. A mixagem do novo álbum foi feita em Los Angeles, em maio, por Tim Palmer.


O tão esperado novo álbum, “In Absentia” foi lançado pela Lava Records em Setembro de 2002 (em janeiro de 2003 na Europa). Era o trabalho melhor elaborado e mais completo até então, com muito mais peso em algumas músicas e outras lindas e frágeis. O álbum se tornou conhecido mundialmente e se tornou o mais vendido da banda, com 100.000 cópias vendidas no seu primeiro ano. A banda também lançou uma versão em áudio 5.1, mixado por Elliot Scheiner, o qual ganhou o prêmio de melhor álbum em 5.1 no “Surround Music Awards” em Los Angeles.


Para promover o álbum, a banda fez quatro turnês, cobrindo toda Europa e América do Norte. Uma destas turnê foi feita juntamente com a banda sueca de Heavy Metal, Opeth. Durante a turnê, a nova formação da banda teve ajuda de John Wesley (guitarra/vocal). Durante estas turnês, o visual da banda foi elevado a um novo nível com o involvimento do fotógrafo Lasse Hoile, que criou uma escura e surreal visão da música de Porcupine Tree no palco. A longa campanha promocional de “In Absentia” acabou em 30 de novembro de 2003, num show esgotado em Londres.




Formação atual: Steven Wilson (Voz e guitarra), Richard Barbieri (Teclado), 
Colin Edwin (bateria), John Wesley (guitarra) 

Durante 2003, Porcupine Tree também criou um selo próprio e sua loja on-line. O primeiro lançamento do selo “Transmission” foi uma sessão de estúdio gravada para a rádio XM, de Washington, seguido em 2004 de uma gravação para a rádio Polonesa em 2001. A banda planejava usar o selo “Transmission” para lançar material raro e exclusivo. 2003 também foi o ano em que vários álbums foram re-lançados como CDs duplos. 


No começo de 2004 Porcupine Tree embarca numa nova jornada de gravações para seu novo álbum, “Deadwing”, seu segundo lançamento pela Lava/Atlantic. O álbum se inspira em um script de filme escrito por Steven Wilson e seu amigo Mike Bennion. Com as gravações terminadas em novembro de 2004, e as vendas mundiais chegando a meio milhão de unidades, a fome por novas composições era grande entre os fãs ao redor do mundo. Era hora de um novo lançamento.


"Deadwing" foi lançado na Europa e Estados Unidos entre os meses de Março-Abril de 2005, em estéreo e surround 5.1, precedido de dois singles: Shallow (EUA) e Lazarus (Europa). A turnê para promover o álbum começou no Reino Unido no fim de março, e continuou por todo o ano.


Desde então, “In Absenthia” e “Deadwing” aumentaram o renome da banda ao redor do mundo. Melhor que as vendas anteriores, o álbum conseguiu conciliar antigos fãs e agregar e introduzir Porcupine Tree para uma platéia totalmente nova. A exemplo de “In Absentia”, “Deadwing” também foi contemplado com o prêmio “Surround Music Awards”.


No final de 2005, Porcupine Tree re-assinou contrato com a Atlantic Records nos Estados Unidos, porém mudou de selo na Europa, assinando com o selo independente Roadrunner Records.


Em Setembro de 2006, a banda lança seu primeiro DVD ao vivo “Arriving Somewhere...”, filmado em Chicago durante a turnê mundial do álbum “Deadwing”. O DVD foi aclamado pela qualidade visual e também pelo som 5.1. A revista “Sound and Vision” cita “Quando o assunto é som surround, Porcupine Tree é um caso à parte”.


Em Dezembro de 2006 as gravações para o nono álbum começaram. “Fear of the Blank Planet” é o trabalho mais ambicioso da banda até então. O título do álbum se refere à música-tema que fala sobre o coquetel de MTV no século 21, sexo, drogas legais, vídeo games, Internet, tédio terminal e o “vazio” que o planeta está.

Em abril de 2007, “Fear of a Blank Planet” é lançado mundialmente pelos selos Lava (EUA) e Roadrunner (Europa), alcançando todoso os charts europeus e norte-americanos numa força jamais vista. A banda sai em uma turnê de seis meses por Europa, Estados Unidos, Japão e Austrália. Mais uma vez Lasse Hoile se junta ao grupo para trabalhar no ambiente do palco e projeção de imagens.




Em setembro 2007, o EP “Nill Recurring” é lançado, contendo quatro faixas que não foram incluídas no álbum “Fear of a Blank Planet”. Lançado pelo selo “Transmission”, a edição limitada de 5.000 cópias não demorou a vender pela loja online Burning Shed, forçando a banda a distribuir mais cópias.


Em outubro de 2007, Porcupine Tree fez uma aparição na loja “Park Avenue CDs” em Orlando, Florida. Este pequeno show acústico será lançado em CD e Vinyl com o nome de “We Lost the Skyline”. O título é uma referência às letras de “The Sky Moves Sideways (Phase One)”.


Curiosidade












Para evitar uma resposta para a pergunta, Steven Wilson começou uma controvérsia sobre as questões sobre a origem do nome da banda. Várias teorias existem sobre o assunto.[carece de fontes] Existe uma lenda entre os indígenas estadunienses sobre um porco-espinho (em inglêsporcupine) que engana seus predadores ao plantar uma muda de árvore que cresce dentro dele, para que ele possa atirar os espinhos, matando seus predadores. O livro Metamagical Themas de Douglas Hofstadter é sobre computadoresfractais e recursão, conhecidas como estruturas de árvore em termos computacionais. Ele inclui uma figura de uma árvore infinita de espinhos para ilustrar os fractais. Steven Wilson é conhecido como um antigo programador de computador, e pode ter sido influenciado por esse livro. Entretanto, o nome pode simplesmente referir-se a cannabis, uma planta conhecida por suas folhas pontiagudas e efeitos alucinógenos quando fumada ou ingerida. Na peça Who's Afraid of Virginia Woolf? de Edward Albee é mencionado por um personagem "evitar os espinhos... dirigir-se diretamente para um árvore". Jon Wesley oferece um explicação, alegando que existe um pub em Londres chamado Porcupine, e existe uma árvore fora do pub conhecida como Porcupine Tree.


Comentários do Pimenta:


"Porcupine Tree  é o Pink Floyd dos anos 90, isso já resume tudo! O verdadeiro Rock Progressivo ainda vive, e está sendo muito bem representado pelo Porcupine !!"


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